Artigos

  • Home
  • Artigos
  • Alcançando os afastados e os que sofrem
Alcançando os afastados e os que sofrem

Alcançando os afastados e os que sofrem

Você com certeza já leu ou ouviu a história da mulher que tinha dez dracmas e, ao perder uma delas, não poupou esforços até encontrá-la. Essa história está registrada em Lucas 15:8-10.

Jesus apresenta o sentido dessa parábola, e cabe a nós, que O amamos, fazer a aplicação: colocar Sua Palavra em prática. Afinal, a Bíblia nos ensina que aquele que ama a Cristo guarda e pratica a Sua Palavra.

O desejo do nosso Salvador é que nenhuma pessoa se perca, permaneça distante, fragilizada ou abandonada na poeira das adversidades, da solidão e do pecado. Isso fica evidente no Novo Testamento, onde a expressão “uns aos outros” aparece mais de 60 vezes, revelando a importância que Deus dá ao cuidado e ao relacionamento entre nós: “amai-vos uns aos outros”, “consolai-vos uns aos outros”, “encorajai-vos uns aos outros”…

Deus conta comigo e com você para alcançar quem está afastado da comunhão, sozinho, talvez até sem que ninguém tenha percebido a sua ausência.

Você se lembra de alguém que está nessa situação?

Então, pare por um instante e ore por essa pessoa. Envie uma mensagem de carinho. Diga que ela faz falta, que Deus a ama e que você se importa com ela. Talvez um gesto simples seja o início de um caminho de restauração. Quando nos colocamos à disposição, Deus pode usar nossa vida para sermos uma ponte de volta à comunhão e à esperança.

O que mais importa para Deus são as pessoas. E o que tem sido mais importante para você?

Estamos vivendo um estilo de vida em que, cada vez mais, temos menos tempo para aquilo que realmente importa. Precisamos romper com esse padrão e, como Jesus, aprender a olhar para as pessoas ao nosso redor com compaixão, amor e empatia.

E isso não precisa começar com grandes ações. Muitas vezes, é por meio de pequenos gestos que revelamos o amor de Deus: uma mensagem, uma visita, uma palavra de encorajamento, uma disposição para ouvir ou simplesmente a presença ao lado de alguém que está sofrendo.

Jesus tinha esse estilo de vida. Ele se importava. Parava em meio à Sua agenda para ouvir, tocar, curar e conversar com pessoas que viviam em situações de vulnerabilidade e sofrimento. Ele se aproximava daqueles que estavam às margens da sociedade e levava esperança a quem já não tinha perspectivas.

Entre essas pessoas estavam também aquelas que tinham algum tipo de deficiência. Jesus não olhava para suas limitações como uma barreira para que se aproximassem dEle ou conhecessem o Seu amor. Pelo contrário, Ele sempre ia ao encontro delas.

Nós também somos chamadas a alcançar essas vidas. Pessoas com deficiência e suas famílias precisam ser vistas. Muitas vezes, pelas inúmeras dificuldades que enfrentam, acabam vivendo de forma muito solitária e, não raramente, encontram dificuldades para frequentar a igreja. Por isso, precisam ser acolhidas e incluídas, encontrando, através da nossa vida, o amor e a esperança que há em Jesus.

Isso não significa que, em todos os casos, haverá uma cura física. A questão mais importante é compreender que, antes de qualquer limitação, existe uma vida que precisa de Jesus, de amor, de cuidado e de pertencimento.

Podemos começar oferecendo ajuda de alguma forma. Gestos simples podem fazer uma grande diferença e revelar o amor de Deus em dias em que o individualismo e o egoísmo têm predominado.

Alcançar os afastados e os que sofrem: é viver o evangelho em sua essência. É enxergar aqueles que muitos já não enxergam. É sentir falta de quem se afastou. É aproximar-se de quem sofre, abrir espaço e mover esforços para encontrar aqueles que estão perdidos.

Isso, para Jesus, é o que mais importa.

A mensagem do evangelho é a cura e a esperança de que o mundo mais precisa. E Deus deseja que essa mensagem chegue às pessoas através de nós. Que possamos ser Suas mãos para acolher, Seus braços para abraçar, Sua voz para encorajar e Sua presença para lembrar àqueles que sofrem que eles não estão sozinhos

Por,

Katiuscia Carlesso
Esposa de Pastor Setorial da IEADJO;
Comunicação UFADVILLE.